Rio de Janeiro no Século 20

Fonte principal: Governo do Rio de Janeiro

A situação econômico-financeira foi limitada aos próprios recursos do Estado, em razão dos reflexos sofridos pela Nação, provocados pelas mudanças políticas, assim como pela crise mundial de 1929. Reduziu-se a produção cafeeira, enquanto duplicou a produção canavieira. A partir de 1933 desenvolve-se a indústria do cimento. Faltam recursos para infra-estrutura, restringindo-se o desenvolvimento a aspectos sociais como assistência médica e ensino.

1937 - Implantando o Estado Novo - nomeado interventor federal o Cte. Ernâni do Amaral Peixoto, que reorganizou o sistema tributário, criou as Secretarias de Educação e Saúde Pública, Agricultura, Indústria e Comércio e desenvolveu amplo programa rodoviário e de abastecimento de água.

1941 - Início das atividades da Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, estrategicamente localizada entre Rio de Janeiro e São Paulo, dois maiores centros de consumo e distribuição dos produtos de siderurgia. Seguem-se os governos de vários interventores federais até a eleição do governador Gal. Edmundo de Macedo Soares e Silva, em 1947, que imprime novo desenvolvimento: quadruplica a produção do aço e promove a produção de cimento, também ascendente. Reergue a produção agropecuária através de crédito rural e desenvolve o corporativismo.

1951-1954 - Eleito, Amaral Peixoto executa vasto plano rodoviário e incrementa a produção industrial; cria a Cia. Nacional de Álcalis, em Cabo Frio; conclui a Usina Hidrelétrica de Macacu, além de obras importantes de saneamento, água e esgoto em vários municípios e da adutora do Laranjal.

1954-1958 - o governador Miguel Couto Filho beneficiou o setor de saúde pública criando postos de atendimento e unidades itinerantes. Estendeu a rede elétrica a vários municípios.

1959-1961 - Roberto Teixeira da Silveira dinamiza a organização estadual criando as Secretarias de Energia Elétrica, Desenvolvimento Econômico, Administração Geral, Trabalho e Serviço Social e Comunicação e Transportes. Destaque para o Movimento Popular de Alfabetização.

Estado GuanabaraEm 21 de abril de 1960, a cidade do Rio de Janeiro deixou de ser Distrito Federal e Capital do Brasil, transferida para Brasília. O antigo Distrito Federal foi transformado no Estado da Guanabara.

Em Março de 1974, inaugura-se a ponte Costa e Silva, ligando as cidades do Rio de Janeiro e Niterói.

1975 - Em 15 de março de 1975, fundiram-se o Estado da Guanabara e o Estado do Rio de Janeiro, com o nome de Estado do Rio de Janeiro, assumindo o governo da nova unidade federativa o almirante Faria Lima. Em 23 de julho - Promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1982, pela primeira vez desde 1964, houve eleições diretas para governadores.

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A avenida Rio Branco no início do século 20, quando o Rio de Janeiro tornou-se uma das maiores cidades da América.

 

Em 1903, a capital do Estado volta a se estabelecer em Niterói.

Em 1920, a população da cidade do Rio de Janeiro ultrapassa um milhão de habitantes.

1923-1927 - Feliciano Sodré - Construção dos portos de São Lourenço e Angra dos Reis, instalação de usinas elétricas.

No período da 1a. República, acentua-se, na terra fluminense, a crise iniciada no Império: lavouras tradicionais, café e açúcar estão em decadência. A produção de café concentra-se em Itaperuna, Muriaé e Itabapoana. Áreas cafeicultoras tradicionais como Cantagalo, Vassouras e Valença são substituídas pela pecuária, ocupando os solos esgotados. Cultivo de laranja e banana, em escala econômica, inicia-se na baixada fluminense, mas só a partir de 1926 atinge os mercados externos (Reino Unido).

1930 - (Revolução) - Sucederam-se na chefia do Estado do Rio vários interventores federais que revelam o controle exercido pelo Governo Federal sobre o Estado.

 

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Desde o século 19, a explosão demográfica do Rio de Janeiro resultou numa proliferação descontrolada de favelas na Cidade. No início do século 20, as favelas já começavam a dominar os morros. Foto de Augusto Malta, Favela Morro do Pinto, Rio de Janeiro, 1912.

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Favela Rio de Janeiro

 

Prédio da Universidade do Brasil, na Praia Vermelha, atualmente parte da Universidade Federal do Rio de janeiro. Abriga hoje a Biblioteca Pedro Calmon, em homenagem ao historiador baiano e reitor da Universidade nos anos '60.

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